Ixé Coropó Saruçu: Vahnessa Musch discute etnomídia e produção comunicativa de povos originários!

Na quinta-feira (12/12), recebemos Vahnessa Musch para a palestra “Etnomídia e produção comunicativa de povos originários”. A apresentação foi feita para os alunos da disciplina de Comunicação e Relações Étnico-Raciais e convidou nosso corpo discente a refletir sobre o papel da comunicação na descolonização da narrativa histórica e cultural.
Ixé Coropó Saruçu, também conhecida como Vahnessa Musch. Aos 38 anos, Vahnessa é uma mulher trans, indígena do povo Goytaca, ativista visual e pesquisadora. Além de ser licenciada em Filosofia e Produtora Cultural, ela atua como guia de turismo pedagógico e possui formação em Comunicação Popular em Saúde pelo Instituto Piratininga de Comunicação.
Vivendo em contexto urbano e em retomada!
Criadora da agência de turismo Tourpinambá, Vahnessa utiliza o Instagram como uma ferramenta para retomar a história da cidade do Rio de Janeiro sob a ótica de seu povo, questionando a cronologia eurocêntrica e resgatando os processos de resistência e sobrevivência indígena no centro urbano.

Durante palestra realizada na UFF, a discussão se aprofundou na relação entre as mídias e as estruturas de poder, quem produzia, para quem, e com quais propósitos. Vahnessa ressaltou o hiato histórica entre a abolição da escravidão negra em 1888 e a concessão de cidadania aos povos indígenas, garantida pela constituição de 1988, 100 anos depois. Também em sua análise enfatiza como os smartphones, ao se popularizarem no cotidiano, abriram espaço para que comunidades indígenas ganhem uma posição fundamental de narradoras de suas próprias histórias, o que documenta memórias essenciais para a preservação cultural.
A apresentação de Vahnessa Musch reconta um elo entre o passado e o presente, que deve ser destacado na memória nacional. A sua presença foi um convite para ouvirmos vozes historicamente marginalizadas na construção das narrativas da nossa cidade, reafirmando a importância de descentralizar a produção comunicativa e ampliar os espaços de resistência.

Acompanhe mais sobre o trabalho de Vahnessa pelos perfis @Tourpinamba e @Lentedepobre
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